Por que estudar eletrocardiograma ?

 

O método é centenário, mas seu valor será eterno. Não tenho certeza se já escutei esta frase, mas digo sem medo de errar que apesar de aparentemente pretenciosa, ela traduz uma grande verdade. Criado no início do século XX, o eletrocardiograma desde seu advento se tornou ferramenta fundamental à investigação diagnóstica de pacientes cardiológicos, mas seu valor, transcendeu a cardiologia. Fundamental no manejo de distúrbios eletrolíticos como na hipercalemia, parte integrante da avaliação complementar pré operatória ( para pacientes com mais de 40 anos ou sabidamente cardiopatas ), o eletrocardiograma faz parte do arsenal diagnóstico e orientador terapêutico de diversas entidades clínicas.

Apesar de não ser mais padrão-ouro para diagnósticos estruturais, nos permite reconhecer com padrões típicos sobrecargas cavitárias, zonas inativas pós infarto, entre outros, sendo inclusive capaz de nos dar o diagnóstico etiológico em muitas destas situações.

Insubstituível em muitos aspectos, é padrão-ouro para o diagnóstico de diversos distúrbios elétricos, tanto na propagação do impulso exemplificada pelos bloqueios de ramo, quanto nos mais diversos tipos de distúrbios do ritmo, as famosas arritmias cardíacas. Aliás, diagnosticar e tratar corretamente uma arritmia, na grande maioria das vezes, passa pelo seu reconhecimento eletrocardiográfico.

Por que estudar eletrocardiograma ? Porque, seu conhecimento, nos permite entender uma forma de linguagem que muitas doenças utilizam para se comunicar com os profissionais de saúde.